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Passes no gol de Luciano que resumem a superioridade no Fla-Flu em campo

Eram 47 minutos do segundo tempo de um clássico nervoso e desgastante. Pois Caio Henrique deu combate em Arrascaeta e, de primeira, passou a bola a Airton. O volante lançou Yony na esquerda. O colombiano correu, olhou e cruzou para Luciano, entre a linha da grande área e a marca do pênalti, finalizar e marcar o gol da classificação para a final da Taça Guanabara.

Em cerca de 25 metros, quatro toques na bola de primeira feitos por quatro jogadores diferentes. Gol. Um lance que resumiu a superioridade do Fluminense sobre o Flamengo, quinta-feira, no Maracanã, e o modelo implantado por Fernando Diniz.

Desde a pré-temporada, o treinador defende o estilo de troca de passes curtos e jogo ofensivo. O estímulo dado nos treinos à criação de espaços para receber a bola do companheiro gerou a jogada de improviso do gol.

Um prêmio a quem teve a coragem de não mudar mesmo encarando um adversário melhor tecnicamente, fruto de um investimento de pouco mais de R$ 100 milhões. Detalhe: frente a um grupo tricolor formado na base de trocas, negócios de ocasião e jogadores da base.

Pois Diniz fez o que prometeu fazer. Na véspera do clássico, descartou mudar. Reforçar a marcação diante do Fla? Negativo. Ele disse entender que, caso o fizesse, iria rasgar sua ideia de futebol e enfraquecer o time. Dito e feito.

O Flu sempre buscou o gol e encontrou um oponente que esperava o erro. Com a vantagem do empate, o Rubro-Negro queria o contragolpe. Adotou uma postura de reação. Neste panorama, os comandados de Diniz tiveram mais posse de bola, mais finalizações e muito mais passes trocados.

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