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Parte da venda de Paquetá entra no cofre em 2019; valores podem ser turbinados em até € 10 mi

A despedida é iminente, mas não será agora que Lucas Paquetá romperá o cordão umbilical com o Flamengo. A relação do meia com o clube vai além dos 10 jogos finais do Brasileirão e se prolongará pelos primeiros meses de 2019, quando o Milan quitará os € 35 mi (cerca de 168 milhões de reais) por sua compra, com possibilidade de incremento de € 10 mi de acordo com a performance do jovem.

O valor será parcelado até 2021. Os primeiros 5 milhões de euros serão pagos neste primeiro momento. O restante, nos anos seguintes. Em 2019, mais 15 milhões. Em 2020, 10 mi. E, por fim, mais 5 milhões restantes em 2021.

Dono de 70% dos direitos econômicos, o clube brasileiro tem direito a € 24.5 milhões. Se é abaixo da multa para o exterior, trata-se de mais do que o dobro dos R$ 50 milhões previsto para transferência no mercado nacional.

O acordo conta ainda com variável de até € 10 mi (também dividido em 70/30 entre Flamengo e Lucas Paquetá/Brazil Soccer) de acordo com bônus. Metas individuais e coletivas estão estipuladas para os cinco anos de contrato.

Títulos do Milan, classificação para Champions League e desempenho em competições europeias gerarão o pagamento de valores a medida que forem alcançadas. Há também o que depende exclusivamente de Paquetá, como jogos como titular, minutos em campo, gols e prêmios individuais.

Desde a janela do meio do ano, havia a previsão no Flamengo de que Paquetá não emplacaria o Réveillon vestindo vermelho e preto (não o carioca). As oportunidades de mercado apareceram, mas houve um pedido do clube para que o jogador ficasse.

Clube e jogador descartaram conversa por renovação

O Mundial deixou o mercado aquecido e mais curto, já que os grandes clubes focaram nas movimentações após a final de 15 de julho. Com a perda de Vinicius Júnior, o Rubro-Negro buscou consenso com os representantes de Lucas de mantê-lo até o fim do ano. Esperar até lá para dar início às conversas, porém, nunca foi uma possibilidade.

Dado o consenso da venda no intervalo entre uma janela e outra, Flamengo e jogador descartaram qualquer possibilidade de conversa visando uma renovação de contrato.

A expectativa desde então era de que a negociação fosse concluída até o fim de outubro - como aconteceu -, independentemente de questões políticas do clube. Por mais de uma vez, Ricardo Lomba falou em venda pela multa rescisória. A perda, por sua vez, vinha acompanhada de resignação - tanto que o candidato já admitiu mapear o mercado por substitutos.

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