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Parlamento canadense retira título de cidadã honorária de líder birmanesa Aung San Suu Kyi

O Parlamento do Canadá aprovou nesta quinta-feira (27), de forma unânime, retirar o título de cidadã honorária da líder birmanesa, Aung San Suu Kyi, por se negar a denunciar o "genocídio" da minoria muçulmana dos rohingyas.

Ottawa havia concedido em 2007 o título de cidadã honorária à defensora da democracia em Mianmar e Prêmio Nobel da Paz em 1991.

Mas a sua reputação internacional se viu manchada pela negativa em denunciar as atrocidades de seu país contra os rohingyas, que Ottawa chamou na semana passada de genocídio.

"Em 2007, a Câmara dos Comuns outorgou a Aung San Suu Kyi o status de cidadã honorária canadense. Hoje a Câmara de Representantes aprovou de forma unânime uma moção para remover esse status", declarou Adam Austen, porta-voz da ministra das Relações Exteriores, Chrystia Freeland.

Uma campanha militar que começou no ano passado expulsou mais de 700 mil muçulmanos rohingyas de Mianmar para Bangladesh, onde agora vivem amontoados em campos de refugiados.

Após uma missão de investigação, a ONU estabeleceu um painel nesta quinta para preparar acusações contra o chefe do Exército de Mianmar e outros cinco comandantes militares de alto escalão por crimes contra a humanidade.

Austen citou a "negativa persistente em denunciar o genocídio rohingya" por Suu Kyi para retirar o título de cidadã honorária canadense, que é simbólico e não tem privilégios.

"Continuaremos apoiando os rohingyas dando assistência humanitária, impondo sanções contra os generais de Mianmar e exigindo que os responsáveis prestem contas a um organismo internacional competente", acrescentou.

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