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Número de casos de febre chikungunya em MT é maior que todo o ano de 2017

O número de casos de febre chikungunya em Mato Grosso registrado nos primeiros cinco meses deste ano quadriplicou em relação ao total de notificações registradas em todo o ano de 2017, segundo balanço divulgado nessa sexta-feira (8) pela Secretaria Estadual de Saúde (Ses-MT).

Conforme o boletim da Saúde, 3.019 casos da doença foram relatados em 2017, e apenas até o dia 4 de junho, a contagem é de 12.886 casos, com três mortes em investigação - sendo duas em Cuiabá e uma em Várzea Grande, região metropolitana da capital - e uma morte confirmada na capital.

Somente em Cuiabá já são 1.870 casos notificados, e em Várzea Grande, 9.600 casos.

De acordo com a pasta, os principais criadouros do mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, zika e febre chikungunya, estão dentro das casas, como caixas d’agua, vasos de plantas que acumulam água, piscinas e outros locais que acumulam água parada: ambiente propício para a deposição dos ovos e a reprodução do mosquito.

Casos de zika

Mato Grosso tem apresentado, neste ano, baixa incidência de zika. Foram notificados 2.593 casos em 2017 e, até agora, já são 805 notificações em todo o estado, sendo 208 casos em Cuiabá e 107 notificações em Várzea Grande.

Dengue

Os casos de dengue somam 6.799, com uma incidência de 206 notificações a cada 100 mil habitantes. Apesar de a doença apresentar redução com relação ao ano passado, que registrou 12.085 casos, o estado ainda está sendo considerado de média incidência da doença no país.

Duas mortes por dengue já foram confirmadas em Mato Grosso, nos municípios de Poconé e Serra Nova Dourada, a 104 km e 1.125 km de Cuiabá, respectivamente. Outros três óbitos estão sob investigação, sendo um em Brasnorte, a 580 km da capital, e duas em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá.

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