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Ninguém explicou o que é a nova política ainda, afirma Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira (23) que "ninguém explicou o que é a nova política ainda" e criticou a associação que se faz do Parlamento com a "velha política".

"É toma lá dá cá quando o Parlamento olha para o governo, mas não é toma lá dá cá quando o governo que escolher o relator da reforma da Previdência?", questionou Maia.

Ele criticou a visão de que, "quando é na Câmara, não tem problema nenhum". "Quando é no governo, é velha política?", afirmou o presidente da Casa em entrevista à Central GloboNews.

"O governo tem o interesse de influenciar na escolha do relator e é legítimo", afirmou Maia. "E quem tem uma agenda convergente do governo quer governar junto. Não tem nada errado nisso".

Para o presidente da Câmara, é preciso "tomar cuidado para não ficar olhando o parlamentar sempre como vilão". "O que é velho e o que é novo? Ninguém me explicou ainda o que é novo. Eu sei o que é certo e o que é errado".

Agenda do governo
Maia afirmou que não se pode criminalizar todo tipo de indicação política no governo. "É claro que tem crime, que tem nomeação dolosa. Mas essa não pode ser a regra e nem a preocupação do governo".

"Qual é a agenda do governo? Qual é a agenda do governo para a Educação? Eu não conheço. Qual é a agenda do governo nas relações internacionais? É um desastre", afirmou o presidente da Câmara. "A gente não sabe ainda qual é a agenda do governo para dizer se faz parte ou não."

Reforma da Previdência
Rodrigo Maia disse ter certeza que a reforma da Previdência será aprovada na Câmara, mas evitou fazer uma projeção de qual será a economia. Afirmou que as mudanças no BPC (Benefício de Prestação Continuada) e na aposentadoria rural não devem ser aprovadas e será muito difícil criar o regime de capitalização.

"Capitalização vai ter de explicar muito bem. O custo de capitalização também é muito alto, R$ 400 bilhões em dez anos", afirmou Maia. "Qual modelo é esse? Capitalização pura? Chance zero de passar."


O presidente da Câmara disse que hoje tem mais gente a favor da reforma, "mas ainda não é a maioria". E afirmou que "o governo foi omisso no começo" da tramitação, mas tem conversado constantemente com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. "As coisas estão caminhando. As coisas estão melhorando".

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