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MPE pede avaliação psicológica de detido em operação contra milicianos

O Ministério Público pediu uma avaliação psicológica de Renato da Silva Moraes, um dos 159 presos em uma operação da Polícia Civil do Rio contra milicianos, em uma festa em um sítio na Zona Oeste.

A Justiça aceitou o pedido, mas ainda não há data definida para o procedimento. Renato mora com os pais em Santa Cruz. A família diz que o rapaz tem problemas de aprendizado e, aos 23 anos, mal sabe ler e escrever o próprio nome.

A Defensoria Pública afirma que desde a audiência de custória que confirmou a prisão do grupo ficou evidente que Renato apresentava dificuldades até para entender as perguntas da juíza.

Segundo o defensor público que acompanha o caso, "evidentemente uma pessoa na situação de saúde dele não tem o menor indício de que está vinculada a uma organização criminosa".

O único preso na operação liberado pela Justiça até agora é o artista de circo Pablo Martins, de 23 anos. Ele provou que vive na Suécia há oito meses e que não tem antecedentes criminais. Estava no Brasil pra rever a família, mas vai embora nesta terça.

No domingo (22), o defensor público geral, André Castro chamou a operação de "espetáculo de injustiça". Dos 159 presos, 139, de acordo com um relatório elaborado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), não tinham passagem pela polícia.

Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que "todas as prisões foram feitas em flagrante - depois convertidas em preventivas pela Justiça - durante uma festa em homenagem a milicianos, com ostentação de armas e seguranças com fuzis controlando todo acesso às dependências do local", disse a instituição complementando que a decisão de manter as pessoas presas foi do Judiciário.

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