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Mensalinho da Alerj movimentou ao menos R$ 54 milhões: Propinolândia, diz procurador

O esquema de compra e venda de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) movimentou ao menos R$ 54 milhões, segundo informou o superintendente da Polícia Federal, Ricardo Saadi. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8), após a deflagração da Operação Furna da Onça, que investiga o que o Ministério Público Federal chama de "mensalinho" da Alerj. Os valores chegavam a R$ 900 mil.

A investida cumpriu, até as 11h, 20 de 22 mandados de prisão - mas três já estavam presos há um ano, quando da Operação Cadeia Velha. Dos demais 17, dez são deputados estaduais, cinco deles reeleitos.

Também foi alvo da operação o secretário estadual de Governo, Affonso Monnerat, apontado como o canal entre Alerj e Palácio Guanabara - o governador, Luiz Fernando Pezão, não é investigado.

Estão foragidos o presidente do Detran, Leonardo Jacob, e seu antecessor, Vinícius Farah, em cujas gestões, segundo a força-tarefa, lotearam-se cargos como parte das vantagens indevidas.

Houve ainda 47 mandados de busca e apreensão - um foi na Alerj, no prédio anexo; outro no Palácio Guanabara, sede do governo estadual.

O nome da operação é referência a uma sala ao lado do plenário da Alerj onde deputados se reúnem para discussões reservadas antes de votações.

Todos os alvos
PODER EXECUTIVO

Affonso Monnerat, secretário estadual de Governo;
Leonardo Jacob, presidente do Detran, foragido;
Vinícius Farah (MDB), ex-presidente do Detran, eleito deputado federal, foragido.
PODER LEGISLATIVO

André Correa (DEM), deputado estadual reeleito e ex-secretário estadual de Meio Ambiente;
Chiquinho da Mangueira (PSC), deputado estadual reeleito e presidente da escola de samba;
Coronel Jairo (MDB), deputado estadual não reeleito;
Edson Albertassi (MDB), deputado afastado - já preso em Bangu;
Jorge Picciani (MDB), deputado afastado - já em prisão domiciliar;
Luiz Martins (PDT), deputado estadual reeleito;
Marcelo Simão (PP), deputado estadual não reeleito;
Marcos Abrahão (Avante), deputado estadual reeleito;
Marcus Vinícius Neskau (PTB), deputado estadual reeleito;
Paulo Melo (MDB), deputado afastado - já preso em Bangu;
ASSESSORES PARLAMENTARES E AUXILIARES

Alcione Chaffin Andrade Fabri, chefe de gabinete e operadora financeira de Marcos Abrahão;
Daniel Marcos Barbiratto de Almeida, enteado e operador financeiro de Luiz Martins;
Jennifer Souza da Silva, empregada do Grupo Facility/Prol, vinculada a Paulo Melo;
Jorge Luis de Oliveira Fernandes, assessor e operador financeiro de Coronel Jairo;
José Antonio Wermelinger Machado, ex-chefe de gabinete e principal operador financeiro de André Corrêa;
Leonardo Mendonça Andrade, assessor e operador financeiro de Marcos Abrahão;
Magno Cezar Motta, assessor e operador financeiro de Paulo Melo;
Shirlei Aparecida Martins Silva, ex-chefe de gabinete de Edson Albertassi e subsecretária dos Programas Sociais da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social.

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