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Mauro despista sobre RGA, mas avisa que servidores terão que contribuir com Estado

Durante reunião das equipes de transição do atual e do próximo governo, o governador eleito Mauro Mendes (DEM) pediu que o funcionalismo se comprometa com o serviço público. A declaração do gestor surge em meio a “batalha” dos servidores públicos em receber a primeira parcela da Revisão Geral Anual (RGA) deste ano, que deveria ser realizado na folha de pagamento de outubro, programada para compensação no próximo dia 10. 

O Governo não se posicionou até o momento quanto ao pagamento do RGA, e alega que aguarda liberação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que suspendeu o pagamento sob a justificativa que o aumento exacerbado dos gastos com pessoal provocava risco de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Mendes destaca que tem visualizado que a crise financeira no Estado é gravíssima e pontuou que todos os setores terão de contribuir para mudar a atual realidade. “Neste momento demanda de muita responsabilidade de todos. Mato Grosso está em uma situação muito difícil, falei isso durante toda campanha e essa realidade não mudou. Cada dia que passa a gente conhece mais os números, a gente vê que tem uma gravíssima crise financeira, falta dinheiro para tudo. O estado continua sem pagar a saúde no interior, sem pagar fornecedores, continua atrasar salários. Então tem que ter muita responsabilidade de todos, saber que temos que economizar”, comentou o governador eleito. 

Entre os problemas encontrados e vivenciados pela equipe de transição de Mendes está o compromisso do pagamento do RGA aos servidores, que deveriam receber 2% na folha de outubro e 2,19% em dezembro, que será paga só no dia 10 de janeiro, já em sua gestão. 

O democrata não entrou diretamente no assunto RGA, mas destacou que a participação e responsabilidade do servidor junto aos órgãos públicos é necessária. “Os próprios servidores terão que ter muita responsabilidade com o Estado sob o ponto de vista de comprometer no curto, médio e longo prazo”, descreve. 

O governador eleito disse que fará sua parte para garantir a redução dos custos da máquina. A proposta dele é realizar a fusão de secretarias e corte de servidores comissionados. “Fui eleito com o compromisso de tornar o Estado menor, que custe menos e que ele seja mais eficiente. Vamos trabalhar nesta direção, é este o compromisso”, assinalou.

Ele, porém, ainda não explicou quais mudanças pretende realizar logo no início da gestão, afirmando que a equipe de transição ainda está analisando a situação do Estado. “Eu não gosto de antecipar decisões, porque elas têm que ser tomada com responsabilidade. Não vou tomar decisão precipitada, porque estamos analisando, para traçar o real cenário que é muito preocupante, e criar alternativas. Mas eu posso adiantar que seguramente haverá cortes de secretarias e de cargos comissionados”, garantiu.

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