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Marido de vereadora em Poconé é flagrado em terreno invadido de propriedade da prefeitura

Dezenas de famílias invadiram uma área pública, além de um Conjunto habitacional em processo de construção na região do bairro Cruz Preta em Poconé. Ao todo, cerca de 200 pessoas se instalaram nas residências e no terreno ao lado.

O residencial Guatós que foi invadido faz parte do Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, que contempla famílias com renda de até R$ 1.800 por mês. Em média, os moradores irão pagar parcelas de R$ 80 mensais.

O marido da Vereadora Camila (PSC), candidato derrotado para deputado estadual nas eleições passada, Jean Silva está sendo apontado como um dos incentivadores da invasão das terras públicas.

Imagens obtidas com exclusividade mostra Jean Silva reunido com um grupo de moradores no local da invasão. As imagens foram recebidas através de mensagem no watts app, por um morador comtemplado no conjunto habitacional preocupado com os invasores.

Um boletim de ocorrência já foi confeccionado, a caixa econômica já foi notificada onde deverá acionar a justiça federal para determinar a reintegração de posse no local.

As habitações irregulares causam vários transtornos, tanto para o poder público quanto para os futuros moradores, além de ser crime. Os moradores podem ter problemas de habitação e saneamento. Sendo ilegal, mesmo com a construção feita, também terão problemas na ligação de água e luz.

Venda Ilegal:

Uma mulher, que não quis se identificar denunciou a nossa equipe de reportagem que além da invasão, no local existem pessoas negociando os lotes e até residências no conjunto habitacional.

Sem medo da justiça, o comércio ilegal dos lotes na área invadida em Poconé estão sendo negociados pelo watts app. Os terrenos são negociados a partir de R$ 1.000, diretamente com alguns dos invasores.

Quem compra um lote ilegal em área pública e constrói no terreno pode responder por invasão de área pública. De acordo com a legislação, invadir, com intenção de ocupar terras da União, dos estados e dos municípios, é crime com pena de detenção de seis meses a três anos. 

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