POLÍTICA ▸ ELEIÇÕES 2018

Juíza admite fim da carreira, mas ainda nega intenção de candidatura

A juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, admitiu na noite desta segunda-feira que irá se aposentar nos próximos dias da magistratura. Ela já possui tempo de serviço suficiente para se aposentar do cargo.

Ao FOLHAMAX, a magistrada confirmou que a decisão está tomada. "Deveria ter me aposentado no ano passado, mas não consegui diante do volume de ações sob minha responsabilidade. Posso dizer que estou finalizando meu ciclo na magistratura", frisou.

Caso a aposentadoria seja homologada até o início de abril, Selma Arruda poderá disputar um cargo eletivo. No entanto, ela ainda evitar ligar sua aposentadoria a ser candidata a um cargo político. Para poder disputar uma eleição, ela deve se filiar a um partido político até 6 de abril, seis meses antes do pleito.

Selma Rosane garante que "não tem relação alguma sua aposentadoria com candidatura". Considerada uma juíza “linha dura”, principalmente no combate a corrupção, a magistrada teria se animado em disputar as eleições após tomar conhecimento de algumas pesquisas.

Selma foi considerada a pessoa pública de maior credibilidade no Estado. O desempenho dela na qualitativa teria feito com que o governador Pedro Taques (PSDB) fizesse o convite para ela ser candidata a vice em sua chapa.

Uma disputa ao Senado também é considerada por Selma Arruda, já que estarão em disputa duas cadeiras neste ano. A juíza ganhou notoriedade a partir de 2015, quando decretou as prisões de figurões da política, como o ex-deputado José Riva e o ex-governador Silval Barbosa.

Empresários e ex-secretários também foram levados para a prisão por decisões dela. Porém, sempre que questionada, a juíza sempre manteve suspense sobre a possibilidade de ingressar na política.

Ela diz que antes de se aposentar, pretende sentenciar os principais processos sob sua responsabilidade, como as ações das Operações Sodoma e Rêmora.

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