POLÍTICA ▸ DEMAGOGIA

Janaina Riva: Por que ele quer reduzir verba se pode não receber?

A deputada Janaina Riva (MDB), presidente interina da Assembleia Legislativa, chamou de demagoga a proposta do deputado Ulysses Moraes (DC), que prevê a redução em 50% da verba indenizatória paga aos parlamentares hoje, que é de R$ 65 mil.

“Essa demagogia de ficar criando lei para reduzir pela metade; por que reduzir pela metade se ele pode optar por receber nada? Então isso na minha opinião é ficar jogando para a plateia. Já que não quer receber opte por não receber nada. Opte por receber zero reais”, declarou a deputada nesta quinta-feira (16).

A medida foi aprovada por 3 votos a 2 na Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), na quarta-feira (15).

Janaina considera que a proposta é inconstitucional, já que deveria ser apresentada pela Mesa Diretora e não um deputado em particular. Ele informou que irá apresentar um substitutivo.

“Estamos apresentando um substitutivo integral e novamente os deputados vão poder optar: você quer zero ou você quer R$ 65 mil reais? Porque já tinha deputado que tinha manifestado que ia votar pelo 50%, porque sabia que a proposta não ia passar e ai fica muito fácil. Vai no Plenário joga para a plateia que quer só 50% e depois  pede R$ 65 mil e não pode, tem que mostrar a cara e mostrar o que ele recebe”, ressaltou.

A presidente ainda criticou que a proposta de Ulysses prejudica diretamente os deputados que tem gastos para manter a atuação no interior, diferente do colega que tem atuação pela mídia.

“Na minha opinião tem deputado que recebe R$ 3, R$ 4, R$ 10 mil, que não valia nem R$ 1 mil  reais porque  não produz para isso e tem deputado que é ressarcido de R$ 65 mil e tem trabalho qualificado, que é compatível com a sua verba indenizatória (...)  Se não quer  V.I.,  meu amigo, abre mão da V.I. e faça seu papel conforme você está  fazendo  aí através das mídias”, asseverou.

O projeto defende a redução da verba indenizatória para R$ 32,5 mil, metade dos R$ 65 mil disponíveis mensalmente para os parlamentares da Assembleia. O deputado defende ainda que, caso os parlamentares não concordem com a redução do valor, o caminho seria buscar ao menos a prestação de contas, dando assim mais transparência ao Legislativo em relação a seus gastos.

A proposta segue agora para votação em plenário, em primeiro turno. Caso seja aprovado, ele segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), onde será apreciado e votado, para voltar em seguida ao plenário, onde passará por nova votação pelos parlamentares da Casa.

 

Comentários