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Governo do Ceará transfere mais 20 presos para presídio federal do Rio Grande do Norte

O governo do Ceará transferiu mais 20 presos para um presídio federal no Rio Grande do Norte. Eles são suspeitos de comandar os ataques que completaram, nesta quarta-feira (9), uma semana.

Os Bombeiros tiveram muito trabalho num bairro de Fortaleza. Pela manhã, bandidos puseram fogo em vários carros que estavam na rua. Também à luz do dia, quatro pessoas jogaram uma bomba caseira numa creche.

Na região metropolitana, houve outros três ataques com fogo: numa sala do centro de assistência social, numa fábrica de beneficiamento de castanha de caju e num galpão de reciclagem de lixo. No interior do estado, grupos incendiaram um caminhão de lixo e parte do prédio onde funciona uma rádio em Morrinhos. Em uma semana, a polícia registrou mais de 170 ataques em 42 municípios cearenses.

A Secretaria de Segurança diz que os atentados são uma reação às medidas adotadas pela recém-criada Secretaria de Administração Penitenciária. Entre elas, impedir a entrada e o uso de celulares nas prisões com medidas simples, como o fim de tomadas nas celas e acabar com a separação dos presos por facções criminosas.

Nesta quarta de madrugada, o governo do Ceará transferiu 20 detentos para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

“Infelizmente, a polícia prende o bandido e ele vai para dentro do presídio e comanda o tráfico, comanda o crime, lá de dentro. O que nós estamos fazendo é cumprindo a lei dentro dos presídios, a ordem, a disciplina, tirando comunicação”, disse o governador Camilo Santana.

Além dos 406 agentes da Força Nacional de Segurança, 140 policiais de outros estados reforçam o patrulhamento nas ruas e as investigações. 215 suspeitos foram presos desde o começo dos ataques em série.

E os reflexos ainda são sentidos nos serviços públicos e no comércio. Algumas lojas tiveram queda de 90% nas vendas. O medo e a falta de transporte afastaram as pessoas das ruas.

"A gente tá andando muito nervosa, muito tensa. Qualquer movimentação maior, a gente fica preocupada de ter mais algum ataque. Ninguém anda assim tranquila não", afirma uma moradora.

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