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Ex-secretário e ex-deputado são lotados na Assembleia com salários de R$ 20 mil

O ex-deputado Zé Domingos Fraga (PSD) e o ex-secretário de Estado Domingos Sávio (ex-PSD) foram nomeados a cargos comissionados na Assembleia Legislativa. Eles ocuparão, respectivamente, os cargos de Secretário Parlamentar da Mesa Diretora e Consultor Técnico Legislativo. Os salários são de R$ 18.250,90 mil.

As nomeações constam no Diário Oficial de quarta (6) e foram assinadas pelo presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM), e pelo 1º secretário, Max Russi (PSB). Os dois ficarão lotados na Consultoria Técnica Jurídica da Mesa.

Zé Domingos desistiu de disputar a reeleição em outubro do ano passado após ser flagrado em vídeo recebendo maços de dinheiro de Silvio César Correia Araújo, então chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa. Segundo a delação premiada feita por Silval e Silvio junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), os valores eram referentes a propina paga aos deputados estaduais para aprovação de projetos de interesse do governo na Assembleia.

Planos de Zé Domingos para ser indicado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) também foram frustrados após a delação de Silval.

Domingos Sávio foi vereador por quatro mandatos em Cuiabá. De fevereiro de 2017 até o final da gestão Pedro Taques (PSDB), em dezembro de 2018, o ex-vereador foi secretário de Estado. Ele comandou a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec) e chegou a acumular a função com o Gabinete de Governo, onde era responsável pela articulação institucional do governo tucano. Foi cogitada uma candidatura a deputado estadual de Domingos Sávio, mas que não se concretizou.

Secretaria 

A Assembleia chegou a elaborar, no final de 2018, um projeto para criação da secretaria de Articulação Institucional. A estrutura absorveria deputados que não se reelegeram ou não disputaram a reeleição.

Na forma original, a proposta não entrou em tramitação. A estrutura contaria com secretário, com salário mensal de aproximadamente R$ 18 mil, supervisor, coordenador, dois gerentes e quatro assessores. O gasto mensal da pasta seria de R$ 105,7 mil, incluindo vencimentos e auxílio-alimentação.

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