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Ex-chefe da campanha de Donald Trump mentiu sobre suposto conluio com a Rússia, diz Justiça dos EUA

Paul Manafort, ex-chefe da campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos mentiu aos investigadores, afirmou a Justiça norte-americana nesta quarta-feira (13). Ele é acusado de mediar o suposto conluio com a Rússia durante a corrida eleitoral de 2016.

A juiza Amy Berman Jackson, responsável pelo caso, afirmou que há provas de que Manafort mentiu intencionalmente ao FBI mesmo após fechar um acordo de delação premiada com a Justiça dos EUA. O ex-chefe de campanha prestou novo depoimento à Justiça norte-americana nesta quarta-feira, a portas fechadas.

Segundo a juíza Jackson, Manafort mentiu sobre três assuntos diferentes – inclusive sobre as relações que tinha com o russo Konstantin Klimnik.

Kilimnik é acusado pelo procurador especial Robert Mueller de ter laços com agentes de inteligência militar da Rússia. Essa unidade espiã russa teria hackeado os computadores do Partido Democrata durante a campanha de 2016.

Até as 22h desta quarta-feira, não estavam claros todos os outros pontos sobre os quais o ex-aliado de Trump mentiu.

Por mentir aos investigadores, a juíza também disse que o conselho especial liderado pelo procurador Robert Mueller não precisa mais pedir relaxamento de pena – afinal, segundo a Justiça dos EUA, Manafort mentiu na delação premiada.

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