POLÍTICA ▸ HORA DE RETRIBUIR

Deputado Novato na AL cita que agro recebe incentivos há 30 anos e quer taxação

Eleito deputado estadual com mais de 11 mil votos, o sindicalista João Batista (PROS) é mais um dos eleitos no dia 7 de outubro a defender a taxação do agronegócio em Mato Grosso. Segundo ele, o agronegócio já teve seus benefícios e chegou o momento de retribuir.  

“Realmente foi dada muitas condições para que o agronegócio pudesse se desenvolver no Estado e contribuir. Porém, de praticamente de 30 anos pra cá, isso sim foi feito. Agora eu acho que chegou a hora de contribuir mais”, destacou o deputado eleito em entrevista a Rádio da Assembleia Legislativa na última semana. 

Além disso, João Batista destaca que diante do tamanho do ganho por parte do agronegócio a contribuição ainda será muito pequena relativa ao que é comercializado. Ele lembra que o pequeno produtor sai em desvantagem, pois é obrigado a pagar imposto. 

“Há um tempo tinha um projeto que dava também isenção fiscal para os pequenos produtores, mas foi vetado pelo Governo. Projetos como este, você teria que ter uma contribuição progressiva, onde os menores pagam menos os maiores pagam mais”, explica. 

João Batista relata que não teria melhor momento para taxação do agronegócio que o atual. Isso porque, o Estado avançou muito no setor, mas agora é o momento a industrialização.

“Acho que não existe um momento mais propício que o atual. Nós temos aí as renúncias ou incentivos, cada um coloca de uma maneira diferente. Eu penso o seguinte, acho que o Estado já avançou muito na questão da agricultura, está na hora de avançar na questão industrial para produzir”, destaca. 

MESA DIRETORA

Na entrevista, o deputado eleito disse que ainda não decidiu quem irá apoiar nas eleições da Mesa Diretora da Assembleia para o biênio de 2019/2021. No entanto, é taxativo ao afirmar que ele é um dos poucos que realmente representa o novo e não tem conchavos políticos. 

“Alguns novatos que entraram, não são tão novatos. Já estavam na política, já estão comprometidos com alguns grupos e para se eleger precisaram receber recursos, receberam doações de grupos políticos. Então, muitas vezes já entram no mandato comprometidos. Eu tenho a felicidade de ter sido eleito com um valor muito pequeno, obviamente de partidos políticos e uma contrapartida pequena de doação de CPF’s de colegas de trabalho que atenderam  a campanha que fizemos”, contou.

Durante a entrevista, também garantiu que não irá apoiar candidatos que visam poder e deverá estabelecer opinião de acordo com propostas dos postulantes ao cargo. 

“Estarei ao lado de quem tiver proposta de melhoria nas condições de vida do povo de Mato Grosso. Hoje me sinto praticamente isento de ter que dar satisfação para grandes grupos financeiros e político no estado de Mato Grosso”, finalizou.

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