VARIEDADES ▸ MUSICA

Claudia Leitte balança, sem fazer geral entrar na dança, em single que segue o pasito do reggaeton

A julgar pelo título do single editado esta semana por Claudia Leitte, Balancinho, parecia que a cantora fluminense queria novamente subir a ladeira e voltar a ocupar lugar de destaque na parada da axé music, como fez há seis anos quando lançou a música Largadinho (Fábio Alcântara, Samir e Duller, 2012).

Até porque um dos compositores de Largadinho, Duller, também assina Balancinho em parceria com Jonas Freitas, Anderson Dandir e Cabrera.

Mas o fato é que, na tentativa de se equilibrar entre a música pop baiana e os sons do mercado hispânico, Balancinho tende a seguir o pasito do reggaeton, com direito à inserção de alguns vocábulos em espanhol na letra escrita em português.

É como se Claudia tentasse acompanhar à moda brasileira o ritmo bem-sucedido de Despacito (Luis Fonsi, Erika Ender e Daddy Yankee, 2017), megahit mundial do ano passado.

Em qualquer passo, contudo, Balancinho jamais empolga. Vai ser difícil "geral entrar na dança", como prevê um verso da letra metalinguística.

"A onda chegou / Arrepia a pele / O corpo vibrou / Vá seguindo o baile", canta Claudia Leitte no refrão, com frieza condizente com a batida sintetizada de Balancinho.

Cabrera é o produtor do fonograma disponibilizado ontem, 7 de novembro, sob licença da gravadora norte-americana Roc Nation Records, em single e em clipe filmado sob direção de Breno Pineschi e Rafael Cazes, integrantes da dupla Hard Cuore. No clipe, a cantora é vista em imagens superpostas.

Comentários