POLÍCIA ▸ ABSURDO

Casal tortura e coloca elástico no pênis para castigar criança em Cuiabá

O pai e a madrasta de um menino de 5 anos foram presos em flagrante pela Polícia Judiciária Civil, na segunda-feira (15.04), acusados de tortura contra a criança. A ação da Delegacia Especializada de Defesa dos Diretos da Criança e do Adolescente (Deddica) foi desencadeada após denúncia ao Conselho Tutelar relatando que a criança era torturada pelo casal.

A prisão do pai, A.M.N.S.  e da madrasta M.C. aconteceu depois de uma testemunha relatar ao Conselho Tutelar que o menor reclamava de dores e estava com marcas de queimadura de cigarro pelo corpo, machucados nos joelhos, além de estar com o órgão genital em carne viva.

Segundo as informações, a criança sofre as torturas desde o mês de janeiro, quando passou a ficar sob os cuidados do pai e da madrasta. As agressões eram frequentes, sendo que o pai batia no filho com socos e madrasta usava um pedaço de pau e fivela de cinto para agredir a criança.

Entre as agressões, os suspeitos colocavam um elástico no pênis da vítima, como punição pelo fato da criança fazer as necessidades fisiológicas na calça. O casal também colocava o menino por horas de castigo de joelhos sobre caroços de arroz e sobre concreto quente.

Com base nos relatos, os policiais da Deddica foram até a residência dos suspeitos, no bairro Pedra 90, onde foi constatada a veracidade da denúncia, sendo o menino encontrado com várias lesões por todo corpo, não conseguindo nem ficar em pé.

A criança passava fome, estava muito fraca e foi encaminhada a Unidade de Pronta Atendimento (UPA), onde ficou sob observação.

Diante da situação, foi dada voz de prisão a madrasta da criança. Em continuidade as diligências, os policiais foram até o trabalho do pai do menino, na Avenida Beira Rio, onde foi realizada a prisão do suspeito.

O pai e a madrasta foram conduzidos a Deddica e interrogados pelo delegado Francisco Kunze Junior, confessaram as agressões e os castigos contra a criança, sendo autuados em flagrante pelo crime de tortura.

Comentários