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Após duas semanas, quase metade das escolas não aderem à greve em Mato Grosso

Um levantamento feito pelo Governo do Estado aponta que 47% das escolas de Mato Grosso estão em atividade após duas semanas do início da greve dos profissionais da Educação.

Os servidores parados exigem, entre outras coisas, o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e o cumprimento da lei da dobra salarial (aprovada em 2013), que dá direito a 7,69% a mais na remuneração, anualmente, durante 10 anos. 

Ao todo, 326 unidades estão com as atividades normais. Já 35 escolas estão parcialmente funcionando. O Estado possui 767 unidades.

Ainda segundo os dados, 406 escolas aderiram ao movimento paredista. O número representa 52,94% das escolas de Mato Grosso.

Se comparado com a primeira semana da paralisação, aumentou o número de unidades que estão parcialmente em greve, passando de 15 para 35. Do mesmo jeito, houve aumento no número das que aderiram ao movimento. Segundo a comparação, passou de 322 para 406.

A mudança se deve ao fato de que, das 767 escolas, 61 ainda estavam realizando assembleias para deliberarem sobre o movimento grevista naquela semana. Agora, todas as instituições já deliberaram sobre o assunto.

Para o Executivo, os números são favoráveis. Isso porque, segundo o Governo, cidades como Tangará da Serra (a 239 quilômetros a médio-norte), que conta com 20 escolas, e Sorriso (a 420 quilômetros ao norte), com oito unidades escolares, estão com apenas uma unidade parada em cada município. 

Ofício e continuidade:

Na semana passada, o governador Mauro Mendes (DEM) encaminhou um ofício ao Sindicato dos Profissionais da Educação (Sintep-MT) dizendo estar impedido legalmente de conceder aumento salarial aos servidores.

Segundo o documento, mesmo em um cenário otimista de crescimento da receita, o Executivo irá estourar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) até 2023, caso conceda os reajustes salariais requeridos.

Na segunda-feira (11), os profissionais de Mato Grosso votaram por manter, por tempo indeterminado, a greve iniciada no dia 27 de maio. A decisão foi tomada em uma assembleia geral.

O presidente do Sintep, Valdeir Pereira, afirmou que o Governo não apresentou propostas com base nas reivindicações feitas pela categoria.

“Esse documento aborda uma série de questões, mas não responde à nossa pauta de reivindicações. Esse documento não apresenta elementos suficientes para que possamos discutir, nessa assembleia geral, a suspensão da greve, com base nos pontos que foram apresentados para o Governo”, disse.

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