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Após concessão de subsídios ao diesel, mercado sobe estimativa de rombo fiscal

Analistas de instituições financeiras elevaram a previsão para o déficit primário das contas do governo neste ano para R$ 151,192 bilhões.

A estimativa está no mais recente levantamento feito pelo Ministério da Fazenda e divulgado nesta quinta-feira (14) dentro do chamado "Prisma Fiscal".

No levantamento anterior, divulgado em maio, os economistas previam que o rombo das contas públicas neste ano ficaria em R$ 138,543 bilhões.

O rombo, ou déficit primário, ocorre quando as despesas do governo superam as receitas com impostos e tributos em um ano. Por ser primário, ele não considera os gastos com pagamento dos juros da dívida pública.

Preço do diesel
A piora na expectativa para o rombo das contas do governo neste ano acontece após a greve dos caminhoneiros, movimento que durou 11 dias.

A paralisação da categoria gerou uma crise no abastecimento em todo o país e falta de diversos produtos como, por exemplo, gás de cozinha, combustível nos postos, alimentos nos supermercados e querosene nos aeroportos.

Para encerrar a paralisação da categoria nas estradas, o governo concordou em conceder subsídios de R$ 9,58 bilhões para completar a conta e baixar o preço do diesel em R$ 0,46 nas refinarias até o fim deste ano.

Ao anunciar as medidas, no começo deste mês, o governo informou que R$ 5,7 bilhões viriam de uma reserva orçamentária, ou seja, recursos que ainda não tinham destino certo, e que haveria um cancelamento de despesas de R$ 3,382 bilhões.

Além disso, também conseguiu elevar a tributação sobre a folha de pagamentos, reduziu benefícios aos exportadores, revogou benefícios para a indústria química e diminuiu crédito do Imposto Sobre Produtos Industriais (IPI) para "concentrados" de refrigerantes.

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