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Após 20 anos, vítima símbolo da homofobia recebe várias homenagem nos EUA

Na próxima sexta-feira (26), as cinzas do americano Matthew Shepard serão transferidas para a Catedral de Washington, numa homenagem ao jovem que se tornou um símbolo da violência homofóbica.

Há vinte anos, ele morreu depois de ser espancado e abandonado no frio em um campo aberto.

O estudante de 21 anos, aluno de ciências políticas e línguas estrangeiras que queria ser diplomata, foi tirado de um bar em Laramie, Wyoming, em outubro de 1998, por Aaron McKinney e Russell Henderson, dois rapazes que se apresentavam como homossexuais para convencê-lo a segui-los.

Depois de um passeio de carro, eles o despiram e o espancaram violentamente com um revólver, batendo em seu rosto e cabeça, e o deixaram amarrado a uma cerca num frio congelante.

Matthew Shepard foi encontrado, inconsciente, 18 horas depois, por um ciclista que inicialmente pensou ser um espantalho. Alguns dias depois, ele morreu no hospital.

Grande advertência

Sua morte chocou os Estados Unidos. Deixou em evidência a violência contra as pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e provocou uma onda de pedidos para endurecer a legislação federal sobre crimes de ódio.

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