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Alunos ficaram 3 horas trancados após tiroteio em escola nos EUA, diz brasileiro

Os alunos e professores da escola Marshall County High School, do Kentucky, nos Estados Unidos, passaram cerca de 3 horas trancados após o tiroteio que deixou dois mortos e 17 feridos nesta terça-feira (23). O relato é do estudante brasileiro Artur Martins, de 16 anos, que faz intercâmbio na escola desde agosto de 2017.

O adolescente contou que estava no vestiário na hora do tiroteio, que aconteceu cerca de 10 minutos antes do início das aulas. Por isso, ele não chegou a ouvir os tiros, apenas viu outros alunos e professores correndo e chorando.

“Alguns amigos meus entraram no vestiário dizendo que estava tendo um tiroteio e achávamos que era brincadeira. Mas depois chegou mais gente gritando, chorando e dizendo pra corrermos para o prédio de tecnologia”, contou.

Segundo Artur, os alunos e professores ficaram trancados nas salas do prédio de tecnologia por cerca de uma hora. Depois que a polícia controlou a situação na escola, todos foram retirados em ônibus para a North Marshall Middle School, outra escola na região. Lá, os alunos ficaram cerca de duas horas trancados, esperando a liberação para os responsáveis.

“Senti um pouco de medo. Fiquei assustado, mas não desesperado. Tentei agir com lógica, tentei analisar tudo que acontecia no lado de fora da escola. Mas me deu muita vontade de ver meus pais, minha família e meus amigos”, lembrou.

Artur contou que nunca tinha visto o atirador na escola antes, mas que ele era conhecido de alguns amigos. “Sempre acharam ele um menino legal”, disse. O atirador, aluno de 15 anos da escola, foi detido na cena, está sob custódia e receberá acusações, de acordo com o governador do Kentucky, Matt Bevin.

O adolescente, natural de João Pessoa, faz intercâmbio no Kentucky desde 3 de agosto e deve voltar ao Brasil apenas em junho.

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