POLÍCIA ▸ 33 ANOS

Acusado de matar ex-mulher é condenado pelo Júri Popular em Poconé

Nesta última segunda-feira, o Tribunal do Júri de Poconé condenou Laudelino de Arruda Mendes, conhecido por “Braulio” a 21 anos de reclusão, em regime fechado, pela morte da ex-companheira, Dulcilene de Paula e Silva.

Laudelino foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. No mês passado, o acusado já tinha recebido uma sentença de 12 (doze) anos de reclusão por ameaça, cárcere privado e estupro contra a ex-mulher.

A soma total da pena de Laudelino soma-se 33 anos de reclusão em regime fechado. O acusado não poderá recorrer em liberdade.

Crime I (Ameaça, Cárcere Privado e Estupro):

Antes de morrer, a vítima Dulcilene narrou com detalhes como ocorreu a empreitada criminosa, segundo ela, o acusado a ameaçou de morte para que entrasse em seu carro e depois a levou para um sítio localizado nos fundos da Alcoopan, onde foi forçada a manter relações sexuais com ele, sempre sob ameaças de morte exercida com emprego de uma faca. Relatou, ainda, que a situação se estendeu por quatro dias, sendo obrigada a permanecer na propriedade sem comida, contudo, após muito conversar e prometer reatar o relacionamento, convenceu o denunciado a levá-la de volta para casa.

Crime II (Homicídio):

No dia 06 de janeiro de 2013, na Rua Bolívia, s/n, próximo ao mercado do Mario, Bairro Vila Aurora, na cidade Poconé/MT, o acusado, agindo com intenção de matar, por motivo fútil asfixiou e matou a vítima Dulcilene de Paula e Silva. Somente no outro dia a vítima foi encontrada morta por um popular que passava pela localidade.

Em seu depoimento, o réu negou que teria asfixiado sua ex-companheira, afirmando que após uma briga, ela teria caído e batido com a cabeça no pé do cama, ocasião em que desmaiou, tendo o denunciado a socorrido e tentado levar para o PAM.

Segundo ele, ao chegar ao Pronto Atendimento, a vítima Ducilene não estava mais respirando, oportunidade em que, o réu optou por deixa-la em um terreno, afirmando que era próximo a residência de uma amiga, e, portanto, ela a acharia.

Tribunal do Júri:

Em plenário, o representante do Ministério Público argumentou haver prova suficiente da materialidade e da autoria, pleiteando a condenação do acusado pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo fútil e emprego de asfixia no âmbito da violência doméstica.

A Defesa, do réu Laudelino de Arruda Mendes por sua vez, requereu a desclassificação para homicídio simples. Durante a votação dos Jurados, o Conselho de Sentença, declarou Condenado o acusado, Laudelino de Arruda Mendes, nas penas prescritas nos art. 121, § 2º, II e III do Código Penal, cumulado com Lei 11340/2006.

Ao dosar a pena, a magistrada ressaltou que havia elementos que poderia aumentar a reprovabilidade da conduta já que a vítima era sua companheira e em virtude da relação afetiva associado ao fato de terem 2 (três) filhos a vítima acreditava na mudança de comportamento do réu, sendo que este aproveitou da relação de confiança para cometer o crime. 

Na análise da Certidão de Antecedentes Criminais, o réu possuía condenação com trânsito em julgado em virtude de uma tentativa de homicídio ocorrida em 29 de junho de 2008 em desfavor da vítima. O réu não era reincidente, mas possuía maus antecedentes, já que pelo histórico do acusado, pode-se verificar sua tendência a conduta delituosa.

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