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Abatido e desnorteado, Messi perde as forças e chega ao limite pela Argentina

Afeição preocupada ainda no hino nacional era o retrato de um craque desnorteado. Lionel Messi vive na Rússia, muito provavelmente, seu maior momento de provação. Oásis de esperança em um deserto de talento e organização que se transformou a Argentina na Copa do Mundo, o camisa 10 e capitão deixa evidente a cada jogada, a cada expressão, que a pressão de 40 milhões à espera de uma genialidade está pesada demais sobre seus ombros. O reflexo disso é um jogador apático, abatido e irreconhecível.

As cobranças pelo pênalti desperdiçado na estreia diante da Islândia, quando, sim, chamou para si a responsabilidade e tentou resolver a partida, não surtiram efeito positivo em Messi. Na derrota acachapante para Croácia, o que se viu foi um jogador omisso e sem forças para reagir diante da inoperância de seus companheiros. As estatísticas ajudam a explicar uma atuação como pouco se viu de um dos melhores jogadores da história.

Escalado mais perto da área, Leo teve menos a bola em seus pés e foi presa fácil para marcação croata. Era comum vê-lo no centro de um quadrado de adversários preparados para impedir que sequer fosse acionado, por mais que isso refletisse em maior liberdade para argentinos menos dotados de habilidade. Durante os pouco mais de 96 minutos de bola rolando, deu apenas 31 passes, menos que os 36 de Caballero, vilão da noite.

A dificuldade para que a bola chegasse até seus pés também é evidenciada em números. Foram apenas 29 passes recebidos, somente o sétimo mais acionado pelos companheiros, empatado com Mercado, e apenas três a mais que o goleiro. Números que ficam ainda mais impressionantes se comparados aos da estreia: 65 passes efetuados e 76 recebidos. Mais do que o dobro.

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