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​Ribeirinho Cidadão foi reformulado e terá duas etapas em 2018

A 11ª edição do Projeto Ribeirinho Cidadão será nos meses de abril e maio de 2018 e atenderá às comunidades que vivem próximas aos rios de dois municípios, Barão de Melgaço e Santo Antônio do Leverger, com serviços de saúde, assistência jurídica e cidadania. A ideia foi reformulada em decorrência do contingenciamento financeiro, anunciado pelo Executivo, mas o atendimento será mantido para não frustrar a expectativa de quem aguarda pelos serviços.

No novo modelo de atendimento, que visa a economia, as equipes de profissionais defensores, médicos, cartorários, oftalmologistas, entre outros, ficarão concentrados em um ponto fixo de atendimento e o cidadão que precisar, será levado até eles em barcos e carros. A estrutura logística do transporte será fornecida pelo Estado, União e municípios.

Além disso, a iniciativa idealizada e coordenada pela Defensoria Pública, estará este ano sob a coordenação do Tribunal de Justiça (TJ). O defensor público-geral, Sílvio Jeferson de Santana, recebeu o coordenador da Justiça Comunitária, juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, no fim da tarde desta quinta-feira (08) para tratar dos detalhes do novo formato.

“Diante das condições financeiras restritivas que enfrentamos desde o ano passado, não teríamos condições de realizar o projeto em 2018. O TJ se dispôs a gerenciar e vamos apoiá-los no que for necessário. Vamos dispor de recursos humanos, know how e vamos repassar o modelo, pois a comunidade que recebe esse atendimento é carente e vive distante da presença do Estado. E ela é o nosso foco”, disse Santana.

O projeto foi divido em duas etapas. A primeira será de 2 a 7 de abril e a segunda de 21 a 26 de maio. A abertura será na localidade de Praia do Poço, no município de Santo Antônio do Leverger, a 36 km de Cuiabá. Lá o atendimento será feito por dois dias, das 8h às 18h. Em maio o projeto atenderá em Barão de Melgaço.

Eu não conhecia esse projeto mas a cada dia, a cada nova etapa que conhecemos eu fico mais impressionado com a iniciativa. Eu quero parabenizar os idealizadores, defensor público Air Praeiro e o juiz José Antônio Bezerra Filho, pois o trabalho é humanitário. Levar cidadania para quem vive distante, acessando a cidade de barco, com grandes dificuldades é ver a dificuldade do outro e fazer algo para amenizá-la”, avalia o juiz Jorge Tadeu.

O juiz informa que a expectativa este ano é de atender 10 mil pessoas. No ano de 2017 o Ribeirinho Cidadão atendeu 25 mil pessoas com emissão de documentos, certidões, com realização de casamentos, consultas médicas, oftalmológicas e com a distribuição de medicamentos. “Presenciar alguém dizendo que não enxergava e que a partir da sua visita passou a ver é muito emocionante”, recorda o defensor público Munir Arfox, que auxiliará nos trabalhos desta edição.

O projeto é feito com a parceria da Marinha do Brasil, de órgãos do Executivo estadual e municipal, da Defensoria Pública, do Tribunal de Justiça e outros.

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