O deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado Federal, garante que a relação pessoal com o correligionário, senador Wellington Fagundes, tem sido saudável, mas que a partidária segue desgastada com a insistência docorreligionário tentar colocar o MDB no mesmo palanque dos bolsonaristas nas eleições deste ano. Os emedebistas são liderados pela deputada e pré-candidata ao Senado, Janaina Riva, nora de Wellington, que tem buscado um “endireitamento” dentro do estado com a simpatia ao presidenciável Flávio Bolsonaro.
Medeiros, por sua vez, voltou a demonstrar descontentamento com a movimentação, que pode acabar respingando na sua pré-candidatura com a perda de apoio de prefeitos e de simpatizantes bolsonaristas. “A relação pessoal, a melhor possível. E a política, eu espero que fique, desde que o MDB [não entre no arco]. O único senão nosso é essa questão do MDB”. Entre os que rejeitam aproximação com a sigla estão os prefeitos de Cuiabá Abilio Brunini e de Rondonópolis Cláudio Ferreira.
Questionado se seguiria uma possível ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para se aliar ao MDB, ele ponderou que pode ocorrer um movimento nacional. Contudo, nos estados, cada caso deve ser avaliado com cautela. Medeiros comparou a situação a um casamento arranjado, em que um dos lados não teria a menor intenção de relacionamento, gerando apenas desgastes.
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Se a gente for forçado a ter uma coligação com o MDB, você vai fazer o quê? Não tem como desfiliar, não tem como ir para outro partido. Você vai ter que disputar a eleição, mas aí quem vai julgar é o eleitor. E aí vai ser aquele clima. Mesma coisa se você forçar um casamento, ele vai estar no papel e não vai se realizar de fato”, disparou.
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